SALADA CAPRESE já assistiu tomates verdes fritos?

Não fale o mal

Hollywood tem uma irritante mania de não aguentar ver um filme de língua estrangeira fazendo sucesso e vai lá e faz uma versão americanizada. Claro, porque deus me livre para esse povo anglofônico ser obrigado a assistir um filme dublado, ou (por deus, imagina o horror), ter que ler legendas.

Não Fale o Mal é um filme dinamarquês de 2022, então nem deu tempo do filme original esfriar e Hollywood já tava jogando o script no Google Translate e telefonando para qualquer celebridade que estivesse disponível.

A sorte da versão americana do filme é que quem atendeu o telefone ao mesmo tempo que chegou o boleto do IPVA do Porsche foi o James McAvoy, e o cara brilha no papel de alguém que é simultaneamente um maluco controlador e um truta ponta firme. A atuação dele tem um nível muito parecido de carisma e completa psicopatia, o que é delicioso de se assistir. McAvoy carrega o filme nas costas. Colocar o público no lugar da família que vai visitá-lo durante um final de semana é uma experiência imersiva de como estar em um relacionamento abusivo.

A produção é da Blumhouse, que foi literalmente a razão que me motivou a ir assistir esse filme. Com um histórico de filmes excelentes, eles sempre acertam em como segurar a tensão e, mesmo para quem não é fã do gênero acaba sendo um deleite apreciar suas obras.

Além do que, sempre dá pra aprender coisas novas: agora eu sei que no interior da Inglaterra, eles medem teor alcóolico por um nível chamado sproof; além de descobrir que carros da Tesla realmente não possuem estepe e que a bateria deles enquanto estacionado realmente não decai quase nada.

Autor:
Barão do Principado de Sealand. Com uma inexplicável paixão por cinema, cervejas e queijos.