Eu sou um hipster de A24: sou putinha dos filmes deles antes de serem superproduções. Não que Guerra Civil seja um puta dum blockbuster, mas a nova película da distribuidora é uma baita produção com bons efeitos e uma ação muito bem dirigida pelo Alex Garland (de Ex-Machina).
Tal qual se espera, o filme trata de uma guerra civil, onde o presida fez uma merda tão grande, mas tão grande, que Texas e Califórnia juntaram forças. Na atual conjectura política americana, eu não consigo imaginar NENHUMA ação política que faça Califórnia e Texas unirem forças.
Aliás o filme passa longe de qualquer discussão política. Já vi notas sobre o filme criticando duramente a ausência de um aprofundamento político no roteiro. Mas o filme não é sobre isso, meus nobres militantes incansáveis: o tema é outro. Nem tudo precisa ser sobre sua polarização ideológica imbecil.
Os personagens principais são jornalistas, que, ao contrário do pessoal da Jovem Pan e da Globo News, tentam manter sua imparcialidade e cobrir a guerra do jeito que dá: com câmeras e ousadia. Inclusive, o elenco está o joelho da abelha, com nosso brasileiríssimo Wagner Moura (tão brasileiro que vêm da Flórida), Kirsten Dunst e Cailee Spaeny, meu amorzinho de 2024 desde Priscilla da Sofia Copolla, onde ela brilhou demais.
Guerra Civil é legal à beça e consegue manter seu escopo pequeno em meio a eventos grandiosos. O filme até parece um road trip good vibes, uma espécie de Pequena Miss Sunshine com soldados, armas e câmeras.