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A música natureza de Léa Freire

Léa Freire: Do anonimato ao estrelato (pelo menos no meu coração)

“A Música Natureza de Léa Freire” é aquele filme que te faz pensar: “Como eu não conhecia essa mulher antes?”. E não, não é um filme de super-herói, mas a Léa Freire bem que poderia ser uma. Flautista, pianista, compositora, arranjadora, produtora, dona de gravadora e, aparentemente, mestre em driblar o anonimato.

O filme é um mergulho na vida da Léa, com direito a fotos de infância, vídeos caseiros e depoimentos de amigos famosos (e outros nem tanto). É como se a gente estivesse bisbilhotando o álbum da vida dela, só que com trilha sonora de jazz, choro e samba. Aliás, que trilha sonora! A Léa é um grande talento na flauta, piano e nos arranjos, mostrando que talento não tem gênero.

E por falar em gênero, o filme também dá um chega pra lá no machismo do mundo da música. A Léa, como tantas outras mulheres talentosas, teve que ralar muito pra chegar onde chegou. Mas ela não desistiu, e ainda abriu uma gravadora para dar voz a outros artistas. Guerreira é apelido. Sempre à serviço da boa música.

Então, se você quiser conhecer outros grandes ícones da música brasileira além dos mesmos nomes de sempre (Pixinguinha, Tom Jobim, blá blá blá), dá uma chance pra Léa Freire. “A Música Natureza de Léa Freire” é um achado para quem curte música brasileira de qualidade e histórias inspiradoras.

Agora se você já conhece a Léa, ou tem um conhecimento mais aprofundado da música tupiniquim, vai ser um deleite ouvir os relatos de seus amigos e parceiros de música como Alaíde Costa, Filó Machado, Jane Lenoir, Keith Underwood, Amilton Godoy, Arismar do Espírito Santo, Manezinho da Flauta, Johnny Alf e tantos outros.

Designer, beatlemaníaco e colecionador de baralhos. Atualmente atua como assistidor profissional de filmes repetidos.