A atual era do cinema em que vivemos, com o estrondoso sucesso de Emma Stone, a recente ascensão de Sydney Sweeney e o futuro promissor de Ella Purnell, há de ser conhecido como “a era das mulheres de olhos grandes”. Nada a reclamar, muito pelo contrário; inclusive assisti “Anyone but you” esta semana para a improvável possibilidade de que Imaculada fosse uma continuação direta do último sucesso de Sydney Sweeney.
Não é; mas eu fiquei imaginando a película como uma seqüência mesmo assim: Na trama, Bea (Sydney Sweeney), depois de se envolver amorosamente com Ben (Glen Powell), durante o casamento homossexual da irmã, decide mudar o nome para Cecilia, e virar freira, uma vez que ela já estava habituada ao ambiente lésbico. Lá, ela iria enfrentar o maior pesadelo que uma pessoa pode se propôr a passar: ter um filho.
Até a metade do filme, nem dá para imaginar que é um terror (coisa que eu até prefiro, uma vez que eu acho o gênero meio boboca). Há montagens do dia-a-dia do convento com uma música animada e se metessem a Whoopi Goldberg cantando no final do segundo ato poderiam terminar como uma comédia.
O local também guarda um dos pregos da cruz de Cristo, que, por acaso, eu fui procurar na internet onde estão e descobri que há NOVE deles, espalhados por diferentes localidades (5 na Itália, 2 na Alemanha, 1 na França e 1 na Áustria). Eu imagino que não seja fácil prender um ser humano num pedaço de madeira, mas me parece que colocaram mais pregos em Jesus do que Gepeto colocou no Pinóquio.
De resto, não acontece muita coisa na hora e meia de filme. A vantagem é que, ao menos, ele se permite ser curto e sucinto, sem muita enrolação. O ato final é mais agitado, mas fica a idéia de que, para uma freira que passou nove meses meio desocupada na Itália, faltou dedicação para a protagonista aprender um pouco de italiano.
Muito triste não ver dona Sweeney não soltar nem um “va fan culo” durante todo o tempo de filme.